domingo, 7 de novembro de 2010

Disseminação da Informação: jornais eletrônicos internacionais

  

   Sites de jornais eletrônicos disponíveis na Web, conforme publicado anteriormente, são fontes de atualização de informações. Indispensáveis nos dias de hoje, práticos e interativos, todo tipo de informação é possível de ser acessada, transformando assim o formato da comunicação e da disseminação de informações da maneira mais objetiva possível através das mídias digitais.
   Nesse sentido, é importante que haja reflexão a respeito da qualidade das informações disponibilizadas por essas fontes. Tanto os jornais nacionais quanto os jornais internacionais, para manterem seu status e credibilidade, devem cercarem-se de uma ampla cadeia de fontes de informação segura, promovendo dessa forma qualidade à sua informação, produto de seu trabalho.
  Os Jornais internacionais proporcionam ao profissional da informação uma forma eficiente de acessar informações no âmbito global, integrando-o ao fato no momento em que ele está acontecendo através do ambiente virtual e as diversas ferramentas que os sites possuem. Este profissional (bibliotecário, gestor da informação, etc.), deve estar atento as condições que os canais digitais de informação trabalham e com que intuito operam a forma de disseminar informações (parcial / imparcial), para que haja uma supervisão, uma seleção da informação pesquisada.


“um dos principais desafios dos gestores da informação contemporâneos é auxiliar seus usuários a distinguirem a informação de qualidade, dentre o crescente conjunto de informação disponível. Para isso, o gestor deve desenvolver a cultura e a prática de análise da qualidade da informação junto a sua comunidade de usuários. O discernimento sobre o que é importante de ser aferido para averiguar a qualidade da informação  - dimensões de análise – e como mensurar, ou seja, os atributos associados a cada dimensão, devem ser parte integrante da cultura coletiva com relação ao recurso informação.” (SORDI, MEIRELES E GRIJO, 2008, p.173).
  O profissional antes de apropriar-se da informação, deve confirmar se ela é verídica, se a fonte é fidedigna, e por fim se sua qualidade viabiliza o trabalho para o qual ela foi solicitada. Podemos ilustrar essa dinâmica de busca e acesso a informação através do trabalho dos profissionais da informação nas organizações. Além do cuidado com recursos tecnológicos que ampliam a forma do trabalho com a informação, a gestão de sua qualidade também deve ser levada em conta, conforme Sordi, Meireles e Grijo(2008, p.190):

“As ações relacionadas a qualidade da informação devem incluir a capacitação e a transferência de conhecimento com relação ao que deve ser considerado em termos de gestão da qualidade da informação e sua importância para a comunidade leitora. As ações de divulgação e treinamento se tornam ainda mais importantes quando a informação é  o produto final da organização, como é o caso dos jornais eletrônicos [...] ou quando ela é parte integrante ou fortemente associada ao produto ou serviço principal entregue  pela organização.
  Portanto, para um trabalho confiável e seguro a partir de fontes de informação nacionais ou internacionais em mídias impressas ou digitais, deve-se levar em conta aspectos positivos e negativos da instituição, na qual a matéria-prima e seu produto disponibilizado para o público é a informação. Pesquisa e conhecimento de fontes institucionais, pessoais e bibliográficas podem auxiliar na busca pela garantia e fidedignidade de dados e informação, os quais serãode subsídios para a geração de novas informações.

REFERÊNCIA


SORDI, Jose Osvaldo de; MEIRELES, Manuel; GRIJO, Rogério Nahas. Gestão da qualidade da informação no contexto das organizações: percepções a partir do experimento de análise da confiabilidade dos jornais eletrônicos. Perspectivas em ciencia da informação, v.13, n.2, p.168 a 195, maio/ago. 2008. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/pci/v13n2/a12v13n2.pdf Acesso em: 07 out. 2010.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jornais Eletrônicos

Na década de 70 ocorre a disseminação da informação através da Internet. Em 30 anos, o boom da informação com o advento da Worl Wide Web transformou o jornal eletrônico em uma das maiores fontes de informação. Alguns jornais nessa época eram somente transcrições do jornal impresso, atualmente, grande parte de jornais eletrônicos disponíveis já nasceram digitais, ou seja, nunca passaram pelo formato impresso, desde sua elaboração até a manutenção é totalmente reproduzida e realizada pela Web.


Características do Jornal on-line

Instantaneidade                                                      
Interatividade
Perenidade (memória, capacidade de armazenamento de informação)
Multimediação
Programação
Hipertextualidade
Personalização de conteúdo
Customização

   Debates e estudos foram realizados, especulando se os jornais digitais substituiriam os impressos. Após anos de análise desta nova realidade, verificou-se uma relativa consolidação do jornal on-line, mas não em detrimento do impresso, que continua tendo preferência por vários leitores. Porém, alguns fatores demonstraram uma queda relevante na leitura dos jornais, podemos citar: falta de conteúdo dedicado aos jovens, ausência de temas do cotidiano e utilização de grandes agencias de notícias fazendo com que se tornem cada vez mais parecidos.
Em contrapartida, os jornais on-line, têm conquistado respeito e atenção dos leitores. Dentre os motivos destaca-se a condição de rapidamente e sem pagar nada, o usuário pode verificar informações em veículos concorrentes ou simplesmente procurar por outras informações. Além disso, os jornais on-line tornam-se fontes de informação para outras mídias.
   Atualmente, são fontes de informação que complementam em muitos casos as informações do jornal impresso, alem de manterem-se atualizados constantemente e a ampla interatividade com os usuários através de Blogues, Twitter, compondo através de link com esses canais a informação completa.
   Através dos links abaixo, é possível conhecer novos projetos elaborados a partir de jornais on-line, com conteúdo especializado em alguns casos e com uma ampla interatividade com usuários:
a) Printed blog (impressão do blog e entrega a leitores selecionados)
    https://www.theprintedblog.com/
b) MixedInk (produção coletiva)
    http://www.mixedink.com/main.php
c) Guardian
    http://www.guardian.co.uk/fantasyfootball
d) Hashtag
    http://hashtags.org/
continua...

ROZADOS, Helen Beatriz Frota. TEMA 6: jornais eletrônicos. Material de apoio para a disciplina Mídias Digitais. 2010.

domingo, 24 de outubro de 2010

Repositórios de Vídeos: auxilio na construção do conhecimento

    A Internet como porta de entrada para os diversos meios de comunicação também possibilitou a capacidade dos materiais audiovisuais tornarem-se fontes de todo tipo de informação. O acesso ilimitado à Internet, por um grupo cada vez maior de pessoas, criou uma nova maneira de acesso à informação deste tipo de mídia, eliminando dificuldades de uso e manipulação. Como exemplo, temos a gravação de vídeo cassete: um vídeo que antes teria de ser gravado em uma fita cassete, em determinada hora e dia para posterior visualização, hoje está acessível a qualquer momento, podendo ser visto varias vezes por pessoas diferentes e em diferentes lugares, condicionado apenas pela atualização e permanência de seu endereço na Internet como forma de disponibilidade.
    Os repositórios de vídeo possibilitam e garantem o acesso a informação em vídeos, desde que o mesmo esteja armazenado em seus sites. Estes sites, segundo Rozados (2010) são “[...] sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação de informação multimídia, os quais disponibilizam vídeos para diferentes usos e podem ser considerados como importantes fontes de informação.”.

  Youtube e Vimeo são os mais acessados devido a seu conteúdo informativo e de entretenimento. 

http://www.youtube.com/

http://vimeo.com/
    Academic EarthYoutube EDU também são bastante reconhecidos, porém seu conteúdo é composto de informações educacionais.  

http://www.youtube.com/education?b=400

http://academicearth.org/

      Após navegação no site do Youtube Edu, foi possível verificar que o objetivo do site, é disseminar informações de cunho acadêmico, referentes à produção cientifica e de pessoas ligadas ao meio. Estas informações são disponibilizadas por diversas Universidades, através de vídeos de palestras, aulas expositivas e imagens sobre assuntos educacionais. Através dos diversos canais é possível realizar busca sobre os assuntos diversificados como:
 
• Administração
• Educação
• Engenharia
• Belas artes e design
• Saúde e medicina
• História
• Humanas
• Jornalismo e mídia
• Direito
• Literatura
• Matemática
• Ciências
• Ciências sociais

   Podemos classificá-lo como uma super ferramenta de apoio ao aprendizado e à construção do conhecimento.

REFERÊNCIAS

ROZADOS, Helen Beatriz Frota. TEMA 5: repositórios de vídeos. Material de apoio para a disciplina Informação em Mídias digitais. Out. 2010

FONTES CONSULTADAS
OLHAR Digital. Youtube EDU: aulas gratuitas de universidades americanas. Disponível em: http://olhardigital.uol.com.br/jovem/central_de_videos/youtube-edu-aulas-gratuitas-de-universidades-americanas/11143 Acesso em: 23 out. 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Vídeo: inovação, consolidação e avanço

    O desenvolvimento tecnológico que abarcou a sociedade contemporânea trouxe a inovação de diversas formas de comunicação e com isso, a geração de novas fontes informacionais. O vídeo, como um de seus conceitos nos diz, é uma “Tecnologia de processamento de sinais eletrônicos, analógicos ou digitais, que visa capturar, armazenar, transmitir ou apresentar imagens em movimento.” Rozados (2010). Imagens em movimento nos sugerem uma ampla forma de divulgação de informações, no princípio de forma analógica através de fitas cassetes, e atualmente de forma digital através de Cds e Dvds. Tais instrumentos são assim classificados devido ao suporte e a forma de registro das informações (captação das imagens) nestes suportes. Dois tipos diferenciam o formato de vídeo, sua criação e finalidade, segundo Rozados (2010):
  • formato profissional: para fins comerciais, maior qualidade do material e da captura de imagens;
  • formato amador: captação doméstica ou duplicação e distribuição ao publico final, conforme o equipamento pode ser usado para fins profissionais.   
    O surgimento do cinema e sua evolução assim como a invenção da televisão, com suas novas abordagens, fizeram do vídeo uma forma rica de expressar as idéias para o entretenimento, informação local e mundial, estudo e conhecimento. Sobre a televisão pode-se refletir um universo de possibilidades, conforme Rozados (2010) “[...] Principal aplicação da tecnologia de vídeo resultou na televisão, com todas as suas inúmeras utilizações seja no entretenimento, na educação, ciência, indústria, engenharia, segurança, defesa, artes visuais.”. Atualmente, além da televisão, as possibilidades criadas para o acesso a informação através do avanço tecnológico do vídeo transformou-se, de forma a proporcionar maior interatividade e acessibilidade, como por exemplo, o estudo de Moran (1995), sobre o vídeo na sala de aula como ferramenta de apoio ao professor, que dela deve tirar proveito, não como uma espécie de substituição a aula, que deveria ser dada, e sim buscando integrar o aluno a matéria estudada em sala de aula através de debates e outras atividades complementares, sempre dando atenção as conclusões advindas desta dinâmica.

    Quinze anos depois, o processo inovador pensado por este autor, é visualizado através de uma ferramenta com maior capacidade e facilidade de acesso: a Internet, e seus repositórios de vídeos, a qual proporciona à este tipo de atividade em sala de aula maior aproveitamento e qualidade, desde que contemple a mesma proposta, ou seja, não uma opção “para não ter aula”, e sim, um instrumento de apoio tanto para o professor quanto para o bibliotecário de escola na disponibilização de informações e construção do saber.


REFERÊNCIAS
MORAN, José Manuel. O vídeo na sala de aula. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/vidsal.htm. Acesso em: 10 out. 2010.

ROZADOS, Helen Beatriz Frota. Tema 4: vídeo. Material de apoio para a disciplina Informação em Mídias Digitais. 2010.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Banco de imagens: disponibilização moderna para o acesso legal à informação

“A fotografia é o deja vu por excelência e a essência de sua arte, mais do que captar uma imagem, é sublimar um momento, projetando-o para o futuro”.

João Henrique da Rocha Fragoso

Este post da continuidade à informação sobre imagens, em especial as imagens digitais, quando do tratamento, disponibilidade e o uso através dos chamados Bancos de Imagens. Um bom momento para efetivar a pesquisa de imagens e ilustrar as postagens anteriores e posteriores, além de aprender os mecanismos de inclusão das mesmas no Blog.
   Um conhecimento prévio dos direitos reservados sobre uma imagem e sobre quem a registrou é importante na busca por ilustrações. Muitas vezes, podemos nos comprometer por um simples ato de copiar e colar, assim como lesar o autor de uma determinada obra, que deixará de ter seu trabalho reconhecido e de receber os recursos advindos desse reconhecimento. Assim é que apresento, conforme Bittar (2005, p.08) o que é o Direito Autoral “[...] é o ramo do direito privado que regula as relações jurídicas advindas da criação e da utilização econômica de obras intelectuais estéticas e compreendidas na literatura, nas artes e nas ciências.”. No Brasil, esse direito está amparado pela lei 9.610, de 19.02.1998. Especificamente, no caso do uso comercial de fotografias, Bittar nos esclarece que esta prática se situa nos Regimes Especiais de Utilização e destaca que:

A comercialização de fotografias – inclusive por foto-arquivos ou banco de fotos constituídos exatamente para acompanhar a evolução publicitária – perfaz-se também por meio de contratos próprios, em especial os de edição ou de licença (o tipo mais freqüente), ou o de cessão  de direitos,  quanto a obra em si, e de licença de uso de imagem ( quando envolve pessoas), em que se prevêem os direitos em tela e as utilizações pessoais, com as correspondentes remunerações autorais. (BITTAR, 2005, p.76).
   No caso da publicação e uso de imagens na Internet, os bancos de imagens devem respaldar os direitos reservados aos autores da obra. Fragoso (2009, p.146) afirma que:

“[...] a proteção das obras literárias e artísticas independem de seu valor estético intrínseco. Não importa se a obra é “boa” ou “má” sob qualquer perspectiva crítica; basta que preencha os requisitos básicos para que seja uma obra de arte, isto é, a originalidade e a intenção estética.”.
   Os Bancos de imagens segundo Rozados (2010), são sistemas de captura, tratamento, organização e recuperação de imagens digitais. Ferramenta de acesso à informação relacionada a serviços: para obtenção e uso de imagens, bem como memória: para a preservação da memória de uma instituição ou procedimentos, por exemplo. Estes serviços são de cunho comercial e oferecem a imagem como produto, podendo ser públicos ou privados.
   Quanto à indexação e recuperação, o Banco de dados de imagem leva em conta as diferentes interpretações da imagem e diferentes níveis de reconhecimento de seus componentes. Antes de ser recuperada, ela necessita ser descrita e indexada com palavras e a recuperação pode ser realizada através da linguagem booleana ou através da seleção de características visuais significativas (cor, textura e forma).
   Estes aspectos da disseminação da informação, conforme a introdução do artigo de Barbieri, Innarelli e Martins (2002, p.01), representam o novo “[...] paradigma que passou do tratamento dos dados (coleta, transmissão, analise e apresentação), para a definição do armazenamento da documentação e no significado da informação e seu propósito.” e devem ser repensados tanto por bibliotecários quanto por usuários quando surgirem as necessidades de tratamento e uso da mesma.

REFERÊNCIAS

BARBIERI, Cristina Correia Dias; INNARELLI, Humberto Celeste; MARTINS, Neire do Rossio. Gerenciamento eletrônico de documentos: criação de um banco de informações e imagens no Arquivo Permanente da UNICAMP. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS BIBLIOTECAS CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS,1.,2002. Textos... São Paulo: Imprensa Oficial, 2002. p.53-66.

BITTAR, Carlos Alberto. Regimes Especiais. In: BITTAR, Carlos Alberto. Direito de Autor. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005. p.73 -79.


FRAGOSO, João Henrique da Rocha. As obras fotográficas. In: Direito Autoral: da antiguidade a Internet.São Paulo: Quartier Latin, 2009. p.146.


ROZADOS, Helen Beatriz Frota. Banco de Imagens digitais. Material Disponibilizado para Acompanhamento da Disciplina Informação em Mídias Digitais. UFRGS/ FABICO, 2010. Disponível na plataforma Moodle.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

E a mediação entre a informação visual e o usuário? (cont.)

     A informação que está registrada como uma imagem fotográfica analógica ou digital, em vídeos de DVDs e Cds, e atualmente, em repositórios de informações digitais como Youtube, redes sociais como Orkut, Twitter e demais plataformas de compartilhamento, necessitam de organização para serem recuperadas. Suportes físicos recebem um tratamento padronizado para serem recuperados pelos sistemas de bibliotecas e museus, e segundo Silva (2006, p.05), necessitam de uma dedicação ímpar do profissional da informação que trabalha com este material:

[...] é necessário do profissional da informação além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para   avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza  diferenciada,  devido a sua linguagem não-textual, e requer uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação da  informação e disseminação junto aos usuários – pesquisadores das diversas áreas do conhecimento.
   Também é importante dizer que somente através das técnicas biblioteconômicas não será possível para o profissional da informação, a interpretação de uma imagem. Necessário se faz buscar seu contexto, sua história, e até mesmo contar com o auxílio de usuários, ação pela qual o bibliotecário deverá se destacar como pesquisador, e dessa forma adquirir informações que complementem seu catálogo, conforme Silva (2006, p.06) explica:
A identificação do contexto informacional da imagem fotográfica não deve ser baseada apenas em termos, indexadores como pressupõe a indexação para a informação científica e técnica, pressupõe prever a demanda do perfil do usuário da instituição que detêm a curadoria do acervo fotográfico. O papel do profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário possibilita a reflexão e análise correta do documento fotográfico, e possibilita uma indexação com termos que possam garantir as múltiplas possibilidades de leitura da imagem.
    No caso das imagens digitais e a sua recuperação em plataformas e repositórios On-line, observamos a relação da padronização presente em sistemas tradicionais, adaptados a estes ambientes virtuais de informação. Para recuperar um vídeo, uma foto, basta digitar uma palavra relacionada a ele (a), a qual tenha sido previamente registrada na plataforma. Esse registro é chamado de TAG, e traz uma nova percepção para a indexação e recuperação de informações, pois a classificação do material (nesse caso, vídeos e fotografias), é realizada por todas as pessoas que compartilham as informações daquele ambiente, profissionais da informação ou não.
   O trabalho de mediação realizado pelos profissionais da informação entre matériais fotográficos e videograficos e seus usuários, é importante no momento em que interfere nos resultados de uma pesquisa, na contemplação da historia local e na preservação da memória coletiva, como afirma Silva (2006, p. 01). A mesma autora afirma que:
É diante desta multiplicidade de interesses nos diversos campos  da pesquisa, que o profissional da informação responsável pelo tratamento desses documentos fotográficos presta a sua  contribuição como mediador da informação e de interprete da imagem, observando as peculiaridades dessas fotografias, sobretudo como documento e fonte de pesquisa, buscando  compreender a diversidade de temas relevantes, entendendo que  esse documento tem suas especificidades, e é a descrição narrativa de seus aspectos visuais que permitirá sua posterior   consulta e recuperação da informação. (SILVA, 2006, p.06).
Portanto, conclui-se que a mediação de informações como trabalho essencial de quem localiza, disponibiliza e acessa informações, requer um olhar global e observador do bibliotecário. As demandas que uma Unidade pode apresentar a cada nova tecnologia que surge, exigem deste profissional uma especialização constante. As novas ferramentas de acesso e uso da informação como as Redes Sociais, os Blogs, e outros, enfim, exigirão deste profissional capacitação para manipular registros virtuais em constante modificação. É preciso uma reflexão sobre quais procedimentos serão os mais adequados a essas novidades.


SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. In: CONGRESSO NACIONAL DE ARQUIVOLOGIA. 2, jul., 2006. Porto Alegre, RS. Associação dos Arquivistas do Rio Grande do Sul, 2006.

Uma imagem pode dizer mais que mil palavras

    Quando falamos em informação, podemos pensar em algo não palpável, invisível, mas com poder de modificar situações diversificadas quando registrada em um bilhete de papel, uma revista impressa, uma pagina da internet, um blog, uma mensagem de celular e por aí vai... Com tanto suporte, realmente o que interessa é a informação em si e a forma que ela poderá ser acessada.

    Considerar a informação “invisível” ou “não palpável” é tentar dar uma característica a algo que até mesmo pela voz é disseminada e tem tanta importância quanto quando está registrada. Além da voz e dos ouvidos como veículos de disseminação e acesso a informação, também somos capazes de realizar esta troca através do olhar, ou melhor das imagens captadas pelo olhar. Através de uma imagem podemos resumir um texto inteiro, uma informação real, por isso o titulo sugestivo “uma imagem pode dizer mais que mil palavras”. Não sei de quem é esta frase, mas posso afirmar que não é minha, mas ela resume bem este post.

   Através do tratamento e a disponibilização de imagens, torna-se possível a disseminação de informações reais de uma geração, por exemplo, ou ainda, uma tentativa de interpretação do momento, já que nem sempre uma foto revela o que realmente pode ter acontecido. Desde que os primeiros cientistas desenvolveram a fotografia e posteriormente a maquina fotográfica, sua intenção era registrar o momento, ou seja, uma informação sobre determinada realidade. E até hoje quando usamos nossas maquinas digitais para tirar uma fotografia ou realizar a gravação de um video, também temos o intuito de registrar uma determinada situação para a posteridade.